Morros de proteção paisagística, processo 869-T-73, anexo do projeto PRODOC 4018, UNESCO - IPHAN, consultoria para normatização e gestão do Patrimônio Cultural Brasileiro, Rio de Janeiro, Paisagens Cariocas, "entre a montanha e o mar" 2019-20

a proteção da paisagem, 1973 os morros “paisajísticos”​

Em 1973 foi efetivado o tombamento dos morros de Pão de Açúcar, Corcovado, Urca, Babilônia, Gávea (Penhasco da Pedra da Gávea), Dois Irmãos (Penhasco dos Dois Irmãos) e Cara de Cão, dessa vez, no livro Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, Processo 0869-T-73

Em 1862, Auguste Glaziou, eminente paisagista, autor do Campo de Santana, e da Quinta de Boa Vista, projetou uma reforma de estile romântico inglês para “contemplação da natureza, correria alegre de crianças, o footing, o flirt, o culto de Eros nas aleias umbrosas e o de Baco nos cafés e bares instalados no seu interior”. No governo de Pereira Passos (1902-1906), um grande aterro, que seria a base do futuro Flamengo, separou o Parque da borda do mar, é nos anos seguintes, na década de 30, será construída como complemento, conectando com a base do outeiro da Gloria, a Praça Paris, que será muito apreciada pela burguesia carioca, é construída com um traçado neoclássico onde se destacavam chafarizes, estatuetas e densa vegetação em “parterres” com canteiros muito geométricos. Desmonte dos Morros: 1880-1906 Senado; 1920-22 Castelo; 1922 Morro da Viuva; 1950’ Santo Antônio; 1960’ Flamengo.


Os morros do Pão de Açúcar (52), da Urca (53), da Babilônia (54), e de Cara de Cão (58), assim como os Penhascos dos Dois Irmãos (56) e da Pedra da Gávea (57) e o Penhasco do Corcovado (55), espaço também chamado de Penedia do Corcovado, p.e. na portaria 104) foram tombados no processo 869/T-73 e inscritos no Livro Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico (inscrições:052-058) na data de 8-8-1973. Antes, no processo 99 – T – 1938, tinham-se tombado como conjuntos paisagísticos os “Morros do Distrito Federal”, hoje da Cidade do Rio de Janeiro, também chamado tombamento dos morros históricos, inscritos nos livros de Belas Artes (vol 01, folha 0027 e inscrição 0151) e do Tombo Histórico (vol 01, folha 0013, inscrição nº 70), ambos em 30 de junho de 1938) e que envolvia os morros que ficaram: Conceição, São Diogo, São Bento e parcialmente Santo Antônio, já que os outros morros tinham sido derrubados: Senado (1880-1906), Castelo (1920-22), Morro da Viuva (1922); mas, mesmo protegido, Santo Antônio será parcialmente derrubado na década de 1950’.
 

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